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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Amigos!

Vamos para a segunda postagem especial!
Ontem à tarde eu fiquei feliz porque a minha amiga Letícia perguntou se poderia ir comigo no jogo. Pra mim seria um enorme prazer levá-la ao estádio em sua primeira final de libertadores.
Minha mãe estava nervosa e, as 18h30 eu tive que levá-la ao estádio! hehe. Eu queria jogar bola. O Luis me ligou perguntando se eu iria, mas não tinha como. O jogo só começaria as 22h, mas eu me lembro da confusão que foi 2006. Dessa vez foi muito tranquilo chegar no beira-rio. Também, era muito cedo. Aliás, eu diria que quase nunca foi tão fácil. Deixei a minha mãe no estádio e fui procurar um lugar para estacionar. Foi praticamente impossível. Todos os estacionamentos já estavam lotados. Acabei deixando o carro na rua mesmo, pagando R$20,00! Isso é Brasil!
Antes de parar o carro encontrei o meu colega da ajuris, o Miguel. Foi legal revê-lo. O engraçado é que ele se despediu dizendo: "a gente se fala lá dentro". Isso seria praticamente impossível, hehe. Eu já imaginava aquele estádio ultra lotado, como em 2006. Sim, em 2006 eu estive lá e quase que não consigo entrar, mesmo com a carteirinha de sócio na mão...
Continuando, fui pra casa à pé e fiquei aguardando a Letícia me ligar para irmos juntos ao estádio, o que não demorou nada. Cheguei em casa e ela ligou...
Entrei no estádio e o Maldonado me ligou, mas era impossível atender. Ele me ligou depois do jogo também, mas o tumulto era enorme. Sem chances.
O Cássius me mandou mensagem aos 30min de jogo dizendo: "Tá bonito na tv". Que viagem! Eu apareci na tv? Depois quero saber melhor se foi isso mesmo, hehe.
Quando deu o gol do Chivas, o Jorge Aurélio (secador, digo, gremista) me mandou uma mensagem: "Ai ai nem preciso falar! Chivas vai ser campeão!". O Jorge é muito colorado. Eu já disse isso pra ele antes e repito aqui, toda vez que ele se adianta, fazendo um comentário cedo demais, ele acaba errando. Resumindo, eu adorei a mensagem dele. Ela só reforçou o fato de que o Inter seria campeão. Ele já fez isso tantas outras vezes que só conseguiu me deixar ainda mais seguro do título.
No intervalo do jogo, a Bruna Oliveira, colega da ajuris e da LFG me manda mensagem apavorada com o resultado. Tentei ligar pra dizer que tudo iria acabar bem, mas não dava pra ouvir nada. Só consegui falar bem depois do jogo. Ela estava bem motivada e fazendo festa, como já era esperado!
Quando o Leandro Damião fez o segundo gol do Inter eu recebi na hora uma mensagem do meu primo Xico. Ele escreveu: "Jogadaça hein! Parabéns pelo título, mereceram!Abc". Mal imaginava ele que o melhor ainda estava por vir, com o golaço do Giuliano! Fiquei feliz com a mensagem dele porque ele é torcedor do São Paulo e deu uma chorada no jogo do morumbi dizendo que o juiz favoreceu o Inter, hehe.
Acabou o jogo e a Sophia me mandou uma mensagem direto de Dublin, Irlanda: "EEEEEE VAMO INTER!". Será que teve festa lá? Se teve eu quero fotos!
Agradeço, mais uma vez, pela torcida emprestada do Bit, Pedro, Marcelo (Ba) e Ciça, os novos colorados de honra!
Hoje o Gustavo (Buga) me mandou uma mensagem semicretina: "Parabéns! Como está esse sentimento de igualdade!". Gremista é fod... hahaha. Tranquilo! Agradeço pelo parabéns! E, quanto à igualdade, ela não existe. Falta ao time azul da azenha coquistar: mundial de clubes (só tem copa intercontinental); recopa (só tem supercopa); copa sulamericana (isso nenhum time brasileiro tem, fora o inter), Juan Gamper; Copa Suruga, Dubai Cup etc..mão
Por fim, agradeço à minha mãe. Ela é mais fanática do que eu. Ela que quis se associar ao Inter em 2006. Ela é quem me "pentelha" pra irmos a todos os jogos, até aqueles mais podres, como Inter e Bangu (situação hipotética, obviamente). Muito obrigado, mãe!


Grande abraço, meus amigos!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

É muito bom ser colorado...

Fiquei muito feliz com a reporagem do Marcelo Barreto sobre o Inter. Toda vez que alguém que não é colorado fala de forma tão apaixonada e inteligente sobre o clube que eu torço é um motivo de orgulho imenso. Muito obrigado, Marcelo!
Segue a íntegra (http://colunas.sportv.globo.com/marcelobarreto/2010/08/12/a-epoca-colorada/):
"Eu nunca tinha ido a Porto Alegre até começar a trabalhar no SporTV. Hoje, a capital gaúcha talvez seja uma das cidades que mais visitei no Brasil. Uma vez, foi por causa do Grêmio, naquela final de Libertadores sob o comando de Mano Menezes. Outra, a seleção, num joguinho muquirana contra o Peru, pelas Eliminatórias. Todas as outras, quem me levou foi o Inter. No Beira-Rio, vi jogos decisivos pela Libertadores, pela Sul-Americana, pela Recopa. E assisti às festas de todas essas conquistas, além da maior de todas, a que recebeu os jogadores campeões mundiais. Sempre voltei de lá pensando a mesma coisa: estamos vivendo uma época em que é muito bom ser colorado.

Muitos times brasileiros viveram épocas mágicas. Todos conhecemos os exemplos clássicos, recitados sempre com o nome do clube e o do seu principal jogador: o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Zico, o Inter de Falcão. Todos construíram times vencedores – era outra época, no futebol e na economia – em torno de um grupo especial, que se manteve e criou uma cultura vencedora. A partir dos anos 90, com o comércio da bola num ritmo mais frenético, passou a ser mais difícil fazer essa associação. O São Paulo que conquistou o mundo era o de Telê Santana. O Palmeiras vencedor era o de Wanderley Luxemburgo ou da Parmalat. Os astros em campo raramente eram os mesmos de uma temporada para outra.

No século 21, a coisa já tomou uma proporção que a gente não consegue mais acompanhar. Hoje, num papo no almoço, um colega jornalista falava sobre a situação do Flamengo e se empolgava na comparação do grupo atual com o que foi campeão brasileiro no ano passado: “Aquele time tinha ataque, tinha Adriano, tinha Vágner Love…” E aí caiu a ficha: não tinha. Love é representante de um novo fenômeno do futebol brasileiro, o jogador semestral. Chegou e saiu em 2010.

Como explicar, então, que o Inter, num cenário desses, se mantenha competitivo e muitas vezes vencedor durante tanto tempo?

As explicações vão parecer repetitivas. Não é nenhuma novidade citar a administração de Fernando Carvalho, o projeto sócio-torcedor (que já garantiu a lotação do Beira-Rio para o segundo jogo da final), o bom trabalho nas divisões de base. E sempre haverá quem bote defeito, quem diga que ainda falta um Campeonato Brasileiro para provar que o trabalho é mesmo vitorioso. Mas, vendo o Inter virar um jogo na casa do adversário, hoje, o que me veio à cabeça foi que todos esses assuntos, que muito torcedor acha chatos, merecem – de novo – nossa atenção.

Já não se faz mais um time vitorioso só com a descoberta de um craque, mesmo que seja o maior de todos. Nem com a manutenção de um técnico, ainda que muitos o considerem também o melhor que já houve. Manter-se competitivo e vitorioso, no futebol, exige cada vez mais. O Inter não ganha todas, mas está sempre entre os candidatos. O time que virou o segundo tempo de uma final na casa do adversário tinha jogadores acostumados a grandes decisões, mas tinha também jovens promissores. Para nenhum deles, porém, aquilo era novidade. Eu ainda acredito em cultura vencedora no futebol.

Na semana que vem, o SporTV News vai a Porto Alegre para duas edições especiais. E é bem provável que eu volte de lá pensando o que sempre penso: vivemos numa época em que é muito bom ser colorado".

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Dunga, um dos meus ídolos - parte 2

Só pra ilustrar, vamos ao blog do José Ilan:
http://globoesporte.globo.com/platb/ilanhouse/2010/06/21/dunga-e-os-inimigos-ocultos/

"Tolo, ainda não percebeu o que já se desenha claro: Se a seleção for campeã, o será… APESAR dele.
A imprensa séria e isenta não torce contra. Nem a favor. Está aqui para trabalhar, reportar e opinar. Sem perseguir, respeitando para ser respeitada.
Dunga que trate de trabalhar, e bem. Ganha regiamente pra isso.
Sobre seus delírios e complexo de perseguição, é caso clínico. E tem tratamento".

Me digam se isso é ser isento. Se isso é "trabalhar, reportar e opinar". É óbvio que não. Dizer que se formos campões seremos apesar do Dunga é totalmente burrice. Ao contrário, meu filho: seremos campeões EXATAMENTE por causa dele. Essa frase é de alguém que torce contra e tem medo que o Dunga seja campeão. Já estão preocupados com o que dizer quando isso acontecer.
Já dei a minha sugestão antes: te muda para marte!
Quer ser realmente honesto, senhor José Ilan? É simples, te baseia nos colegas Décio Lopes e Marcelo Barreto. Eles conseguem criticar, mas sem NUNCA desvaorizar o trabalho do Dunga como treinador. Criticam as suas atitudes e postura como pessoa. Lédio Carmona, então, é fantástico!
Aprenda com eles, senho Ilan.
Agora, o trabalho dele é fantástico. Dizer que a seleção será campeã apesar dele é de um levianismo e falta de ética sem tamanho! É por isso que o Dunga fica irritado com toda a razão do mundo! Alguns jornalistas são desleais! É óbvio que não é toda a imprensa brasileira. Isso é claro. Só generalizar é burrice também, mas o que o senhor José Ilan fez é o típico exemplo de atitude incorreta e vexatória.

Segue um trecho do texto escrito por Lédio Carmona:
"A imprensa não é santa. Aqui mesmo, na África do Sul, há vários representantes da mídia brasileira que vacilam, perguntam mal, provocam, irritam, incitam e procuram levar uma resposta atravessada. Estamos atrasados em muitas coisas. Mas isso não permite a alguém (nem a Dunga) que ultrapasse os limites do bom senso, do comportamento justo e das boas maneiras durante uma coletiva oficial (ou não) da Fifa. Como diria minha saudosa avó, é preciso ter “modos”.

Dunga é um bom treinador. Não mudarei de opinião depois do que aconteceu ontem. Faz um bela trabalho e tem tudo para fazer carreira internacional como treinador. Não sei se mudará, mas seria muito interessante (e saudável) para sua carreira que abaixasse as armas, evoluísse e finalmente entendesse o papel da imprensa na sociedade. Não levo fé nessa última parte, mas quem sabe… Que tal aqueles que estão ao seu lado não o ajudem a entender essa realidade? Melhor do que botar mais fogo…

Dunga escolhe o que é melhor para ele e para a seleção. Mas, por onde passamos, aqui ou no Brasil, ouvimos muito repercussões sobre o repertório fora do tom da coletiva do que para os gols de Luís Fabiano. Não é o melhor dos caminhos. Mas tem gente que só consegue ser feliz e realizado na turbulência do confronto".