Agora vi o belíssimo texto do Lédio Carmona! Não tem como não pensar que o Inter é sensacional mesmo. É um time que, mesmo diante das adversidades, não desiste enquanto o juiz não apita o fim do jogo. Isso é raça, é coração! É técnica também, mas principalmente, é votnade de vencer!
http://colunas.sportv.globo.com/lediocarmona/2010/08/12/o-predestinado-e-o-general/
"Maurício Neves
É preciso jogar. Os espaços estão sempre no mesmo lugar para quem tem o jogo, o padrão, a excelência do toque e a organização constante. Um time assim vira a bola de um lado para o outro, aproxima os setores, gira o campo ao redor de si como se as linhas não fossem fixas.
Um time assim não desiste mesmo ante o revés eventual, porque o nome do jogo é futebol e eventualidades acontecem. Um time assim sabe que atrás da selva de zagueiros e volantes que se multiplicam está a meta a ser vazada. Um time assim sabe que para ser campeão é preciso jogar, antes do desespero é preciso jogar, apesar das contingências é preciso jogar.
Foi o que Inter fez na grama que não era grama e na América que não é do Sul. Contra o Chivas que achou um gol fortuito, contra a bola que não queria entrar, o Inter jogou o seu jogo soberano. Poderia até ter sido fácil, o chute de seco de Kleber logo no começo, a pancada de Alecsandro, mas até aí ainda era a bola que não queria entrar e que se arrebentava teimosa contra a trave.
A bola teimosa se juntou à contusão de Alecsandro e ao equívoco de Roth em lançar Everton, à cabeçada de Bautista que encobriu Renan em má hora, no único descuido e no último movimento do primeiro tempo que havia sido de domínio colorado.
Fosse o Inter um time mal resolvido e talvez se assustasse com a derrota parcial e injusta. E se o acaso se repetir e o Chivas fizer o segundo gol? Mas o Inter não se assusta, já não é de hoje que o Inter não se assusta, sabem disso o Estudiantes e o São Paulo. Veio Sóbis no lugar de Everton e o Inter seguiu jogando, categoricamente a partir de D’Alessandro, intensamente através de Kleber, mantendo o jogo ao seu alcance e tirando a bola da área de ação dos mexicanos.
D’Alessandro mandou um chute da meia-esquerda. Um chute de gol, e o esforço que a bola fez para não entrar cravada no ângulo esquerdo acabou com toda a sua teimosia.
Kleber executou um cruzamento de almanaque, a bola antes teimosa e agora mansa, e poderia se dizer que o jogador que cabeceou o fez à Dadá Maravilha, paradinha no ar, pescoço torneando para impulsionar a bola lá bem longe do goleiro. Mas a verdade é que Giuliano, o predestinado, já não admite comparações ou referências. É um nome maiúsculo na história colorada, verbete de primeira grandeza, lá estão as bolas nas redes portenhas, são-paulinas e mexicanas como avalistas.
Nada menor do que vitória faria justiça ao Internacional. Então D’Ale foi pegar uma bola na direita, atravessou- para Índio, que escorou para o meio da área. O capitão Bolívar mergulhou na grama que não era grama, para a conquista de Guadalajara. Quando se pôs de pé novamente, Bolívar já havia mudado de patente, correndo para os braços da glória como General Bolívar da América, da América livre e colorada".
Blog sobre futebol. Simplesmente isso. Muricy Ramalho continua sendo o melhor técnico do Brasil!
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Dunga, um dos meus ídolos - parte 2
Só pra ilustrar, vamos ao blog do José Ilan:
http://globoesporte.globo.com/platb/ilanhouse/2010/06/21/dunga-e-os-inimigos-ocultos/
"Tolo, ainda não percebeu o que já se desenha claro: Se a seleção for campeã, o será… APESAR dele.
A imprensa séria e isenta não torce contra. Nem a favor. Está aqui para trabalhar, reportar e opinar. Sem perseguir, respeitando para ser respeitada.
Dunga que trate de trabalhar, e bem. Ganha regiamente pra isso.
Sobre seus delírios e complexo de perseguição, é caso clínico. E tem tratamento".
Me digam se isso é ser isento. Se isso é "trabalhar, reportar e opinar". É óbvio que não. Dizer que se formos campões seremos apesar do Dunga é totalmente burrice. Ao contrário, meu filho: seremos campeões EXATAMENTE por causa dele. Essa frase é de alguém que torce contra e tem medo que o Dunga seja campeão. Já estão preocupados com o que dizer quando isso acontecer.
Já dei a minha sugestão antes: te muda para marte!
Quer ser realmente honesto, senhor José Ilan? É simples, te baseia nos colegas Décio Lopes e Marcelo Barreto. Eles conseguem criticar, mas sem NUNCA desvaorizar o trabalho do Dunga como treinador. Criticam as suas atitudes e postura como pessoa. Lédio Carmona, então, é fantástico!
Aprenda com eles, senho Ilan.
Agora, o trabalho dele é fantástico. Dizer que a seleção será campeã apesar dele é de um levianismo e falta de ética sem tamanho! É por isso que o Dunga fica irritado com toda a razão do mundo! Alguns jornalistas são desleais! É óbvio que não é toda a imprensa brasileira. Isso é claro. Só generalizar é burrice também, mas o que o senhor José Ilan fez é o típico exemplo de atitude incorreta e vexatória.
Segue um trecho do texto escrito por Lédio Carmona:
"A imprensa não é santa. Aqui mesmo, na África do Sul, há vários representantes da mídia brasileira que vacilam, perguntam mal, provocam, irritam, incitam e procuram levar uma resposta atravessada. Estamos atrasados em muitas coisas. Mas isso não permite a alguém (nem a Dunga) que ultrapasse os limites do bom senso, do comportamento justo e das boas maneiras durante uma coletiva oficial (ou não) da Fifa. Como diria minha saudosa avó, é preciso ter “modos”.
Dunga é um bom treinador. Não mudarei de opinião depois do que aconteceu ontem. Faz um bela trabalho e tem tudo para fazer carreira internacional como treinador. Não sei se mudará, mas seria muito interessante (e saudável) para sua carreira que abaixasse as armas, evoluísse e finalmente entendesse o papel da imprensa na sociedade. Não levo fé nessa última parte, mas quem sabe… Que tal aqueles que estão ao seu lado não o ajudem a entender essa realidade? Melhor do que botar mais fogo…
Dunga escolhe o que é melhor para ele e para a seleção. Mas, por onde passamos, aqui ou no Brasil, ouvimos muito repercussões sobre o repertório fora do tom da coletiva do que para os gols de Luís Fabiano. Não é o melhor dos caminhos. Mas tem gente que só consegue ser feliz e realizado na turbulência do confronto".
http://globoesporte.globo.com/platb/ilanhouse/2010/06/21/dunga-e-os-inimigos-ocultos/
"Tolo, ainda não percebeu o que já se desenha claro: Se a seleção for campeã, o será… APESAR dele.
A imprensa séria e isenta não torce contra. Nem a favor. Está aqui para trabalhar, reportar e opinar. Sem perseguir, respeitando para ser respeitada.
Dunga que trate de trabalhar, e bem. Ganha regiamente pra isso.
Sobre seus delírios e complexo de perseguição, é caso clínico. E tem tratamento".
Me digam se isso é ser isento. Se isso é "trabalhar, reportar e opinar". É óbvio que não. Dizer que se formos campões seremos apesar do Dunga é totalmente burrice. Ao contrário, meu filho: seremos campeões EXATAMENTE por causa dele. Essa frase é de alguém que torce contra e tem medo que o Dunga seja campeão. Já estão preocupados com o que dizer quando isso acontecer.
Já dei a minha sugestão antes: te muda para marte!
Quer ser realmente honesto, senhor José Ilan? É simples, te baseia nos colegas Décio Lopes e Marcelo Barreto. Eles conseguem criticar, mas sem NUNCA desvaorizar o trabalho do Dunga como treinador. Criticam as suas atitudes e postura como pessoa. Lédio Carmona, então, é fantástico!
Aprenda com eles, senho Ilan.
Agora, o trabalho dele é fantástico. Dizer que a seleção será campeã apesar dele é de um levianismo e falta de ética sem tamanho! É por isso que o Dunga fica irritado com toda a razão do mundo! Alguns jornalistas são desleais! É óbvio que não é toda a imprensa brasileira. Isso é claro. Só generalizar é burrice também, mas o que o senhor José Ilan fez é o típico exemplo de atitude incorreta e vexatória.
Segue um trecho do texto escrito por Lédio Carmona:
"A imprensa não é santa. Aqui mesmo, na África do Sul, há vários representantes da mídia brasileira que vacilam, perguntam mal, provocam, irritam, incitam e procuram levar uma resposta atravessada. Estamos atrasados em muitas coisas. Mas isso não permite a alguém (nem a Dunga) que ultrapasse os limites do bom senso, do comportamento justo e das boas maneiras durante uma coletiva oficial (ou não) da Fifa. Como diria minha saudosa avó, é preciso ter “modos”.
Dunga é um bom treinador. Não mudarei de opinião depois do que aconteceu ontem. Faz um bela trabalho e tem tudo para fazer carreira internacional como treinador. Não sei se mudará, mas seria muito interessante (e saudável) para sua carreira que abaixasse as armas, evoluísse e finalmente entendesse o papel da imprensa na sociedade. Não levo fé nessa última parte, mas quem sabe… Que tal aqueles que estão ao seu lado não o ajudem a entender essa realidade? Melhor do que botar mais fogo…
Dunga escolhe o que é melhor para ele e para a seleção. Mas, por onde passamos, aqui ou no Brasil, ouvimos muito repercussões sobre o repertório fora do tom da coletiva do que para os gols de Luís Fabiano. Não é o melhor dos caminhos. Mas tem gente que só consegue ser feliz e realizado na turbulência do confronto".
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